Missão de Voluntariado Internacional – Cabo Verde

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Foi assinado o protocolo de colaboração entre Cabo Verde e Portugal, representado pela Associação Comunitária de Achada Eugénio Lima e a World Needs, na pessoa das suas representantes, Ricardina Semedo e Márcia Martins, respetivamente.

Neste acordo, que vigora entre 2020-2023, as organizações colaboram mutuamente, no sentido de partilhar experiências, conhecimento e aprendizagens que permitam enaltecer o desenvolvimento social das comunidades onde se inserem.

É pois, para nós, no âmbito do projeto We Are Together, liderado pela Team Leader, Andreia Anjos, e o Senior Strategist para Cabo Verde, Airton Gomes, motivo de enorme orgulho.

A World Needs prepara, por isso, a Missão de Voluntariado Internacional que ocorrerá em 2021, em Cabo Verde, e que levará até aquele país voluntários de Portugal, para prestar apoio às comunidades, nas mais variadas áreas de atuação.

Isto é World Needs!

Sabe mais em wneeds.org/wearetogether

Google? Sim, é possível.

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A World Needs tem o prazer de partilhar, com todo o mundo, que a Google é patrocinadora oficial da nossa organização.

Com acesso a um conjunto infindável de soluções e serviços desta grande empresa tecnológica, a World Needs fica dotada de inúmeros recursos, capazes de fazerem cumprir muitos dos nossos objetivos, uma vez que tratamos de usar as ferramentas digitais para oferecer à Humanidade soluções que possam satisfazer as suas necessidades.

Desde os serviços de email, alojamento, serviços server, publicidade através do Google ADS, entre outros e tantos serviços que é do conhecimento de todos, mas alargados à escala empresarial e institucional.

Todas as palavras são poucas para tanta emoção. Mas é oficial. A Google está connosco e não poderíamos estar mais orgulhosos!

Obrigado.

América Latina: o perigo e as consequências de se (poder) ser Mulher!

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No mundo contemporâneo não deveria ser permitido, aceitar-se, sequer, pensar na possibilidade da prática de atos de violência. Sejam eles contra quem for. Pois, quanto a nós, trata-se de uma atitude reprovável.

Mahatma Ghandi afirmava ser contra a violência «porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente».

Mas, no fundo, e para reforçar a ideia, Jean Paul Sartre afirmava: «A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota».

Em 2013, num estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde, estimava-se que 35 por cento das mulheres em todo o mundo haviam sofrido de violência. Nesse mesmo estudo, e através de dados recolhidos, foi possível mostrar que as mulheres que sofreram de violência (nomeadamente, a física ou sexual) apresentaram mais chances de abortar, de contrair doenças sexualmente transmissíveis e maiores taxas de depressão, em comparação com as mulheres que afirmaram não sofrer qualquer tipo de violência (1).

Estimou-se que 87.000 mulheres foram assassinadas, globalmente, em 2017. Mais de metade das mulheres (50.000, correspondendo a 58 por cento) foram mortas pelos seus parceiros ou elementos ligados à família. Estima-se que pelo menos 137 mulheres por dia, em todo o mundo, são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares chegados (4).

Para além dos dados recolhidos no estudo anterior, a PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION (PAHO) elaborou um relatório acerca da violência contra as mulheres. Concluíram que a violência contra as mulheres está diretamente relacionada com os desfechos de foro sexual e reprodutivo, sendo ainda possível descrever que uma em cada quatro mulheres relataram terem sofrido de violência por um parceiro íntimo. Estes são dados recolhidos de entre os 7 países que representam maiores taxas de Feminicídio em todo o mundo: El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Equador, Peru, Colômbia e Bolívia (2).

As informações de 15 Estados da América Latina demonstram que, no mínimo, 3.287 mulheres foram vítimas de Feminicídio em 2018, constando El Salvador no ranking com a taxa mais elevada – 6.8 mulheres em cada 100.000 mulheres (3).

É na América Latina que os casos de violência contra mulheres que dão origem ao Feminicídio, se revelam com maior acutilância. Entre 2015 e 2018, no México, subiram de 411 para 898 o número de assassinatos de mulheres por razões de género. No Brasil houve um aumento de 12 por cento, entre 2017 e 2018: 1.206 mulheres assassinadas (4).

Se estes números assombram e assustam a realidade de ser mulher na América Latina, ao mesmo tempo eles deveriam envergonhar qualquer cidadão do mundo, pois não é aceitável, em qualquer momento, que se coloque em causa a vida humana por questões de género.

Estamos perante uma discriminação estrutural das mulheres que, muitas vezes, passa ao lado dos decisores políticos. O poder legislativo não tem dada a devida atenção aos assédios, nomeadamente, sexuais, no trabalho, nos ambientes de educação, nos transportes coletivos, nos locais públicos, entre outros, que colocam em causa diariamente a dignidade de milhares de mulheres por todo o mundo. 

Esta é uma discriminação que restringe, priva e não democratiza a liberdade de ser mulher. Uma discriminação que se revela, muitas vezes, institucionalizada quando existe um impacto particular, por exemplo, nas mulheres jovens, quando estão perante situações de aborto e são perseguidas, denunciadas e marginalizadas na sociedade civil.

Caso disso é o exemplo da jovem Belén, uma mulher argentina de 27 anos. No ano de 2014, Belén deu entrada no hospital de Tucumán com uma hemorragia vaginal. O médico das urgências, declarou no seu diagnóstico como um “aborto espontâneo”. Porém, o terror foi mais além: Belén foi acusada de se ter visto livre do feto numa das casas de banho do hospital. A polícia prendeu Belén. Foi condenada a 8 anos de prisão por homicídio agravado, num processo cheio de irregularidades. Dado o alcance da situação, com o apoio da Organização das Nações Unidas e da Amnistia Internacional, Belén cumpriu dois anos na prisão e foi absolvida. Dois anos numa prisão por um crime que não cometeu, simplesmente, por ser mulher. Simplesmente, para que o poder judicial se fizesse valer de um exemplo para a sociedade, mas que acabou por ser um exemplo para o próprio poder judicial para não condenar jovens mulheres inocentes.

Este não pode ser o Mundo de hoje!
O Mundo que conhecemos e onde vivemos, só será mais Mundo, quando a convivência em Humanidade se revelar, claramente, através de um forte compromisso na execução da liberdade, auto determinação e cumprimento dos direitos e deveres das pessoas.

Enquanto não olharmos para o Mundo como um grito de que somos “todos iguais, mas diferentes”, nunca iremos conseguir compreender que a diferença que nos separa é a igualdade que nos junta.

Este, não é de facto o mundo contemporâneo. Não é o mundo atual que permite ser-se, para se ser mais.

World Needs more Equality.
World Needs more Rights.

[1] Organização Mundial da Saúde, Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa, Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Conselho Sul-Africano de Pesquisa Médica (2013). Estimativas globais e regionais da violência contra as mulheres: prevalência e efeitos sobre a saúde da violência conjugal e violência sexual não conjugal

[2] Violence Against Women in the Americas: Data and Action (PAHO) (2018), Violence Against Women, https://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=1505&Itemid=2459&lang=en, Acesso a 06 de agosto de 2020, às 02:17

[3] https://oig.cepal.org/es/indicadores/feminicidio, Acesso a 06 de agosto de 2020, às 02:05

[4] Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) (2019). Global Study on Homicide 2019, p. 10
[5] https://elpais.com/internacional/2017/03/27/argentina/1490648400_185209.html, Acesso a 06 de agosto de 2020, às 02:48

Uma ligação a Cabo Verde

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Uma das principais áreas de intervenção da World Needs é o voluntariado.

Como sabemos, nos dias de hoje, o voluntariado tornou-se um modo de vida e uma forma diferente de nos oferecermos ao outro, em prol da Humanidade.

Desde a fundação da World Needs, que esteve sempre presente a expansão do projeto para os países de língua oficial portuguesa, em primeiro lugar, por serem países mais próximos à língua mãe do projeto e, posteriormente, para os restantes países que queiram acolher esta nossa missão.

Aliás, desde a fundação desta nossa organização, que um dos principais objetivos para os primeiros 5 anos, trata-se em alargar o projeto ao maior número de países possível.

É por isso que, através do projeto We Are Together da World Needs, em protocolo celebrado com a Associação Eugénio Lima de Cabo Verde, Portugal e Cabo Verde se unem numa parceria estreita de colaboração em projetos entre os dois países, para a partilha de conhecimento, do apoio estrutural que se traduzem em missões humanitárias e de voluntariado em Cabo Verde, sob coordenação das comunidades lá residentes e nos trâmites legais impostos por aquele país.

Esta parceria visa fomentar a relação próxima entre os dois países, por via deste protocolo, no desenvolvimento de uma missão intemporal, que coloque a dignificação humana e o desenvolvimento social (por via da educação, saúde e cultura (científica, tecnológica e social)) em primeiro lugar.

A World Needs tem assim as portas abertas para iniciar a sua missão em Cabo Verde, com a possibilidade de criar parcerias e relações duradouras com entidades locais, que cumpram com os desígnios da nossa missão fundamental e em consonância com os objetivos da Organização das Nações Unidas. 

São motivos mais do que suficientes para que a World Needs se orgulhe do que está a criar, a favor e em prol da Humanidade, sempre como objetivo, e nunca como simples meio.

A missão da World Needs é cooperar para que o desenvolvimento social seja um fator de reconhecimento humano, na promoção da educação, da cultura, da ciência e da solidariedade sob uma perspetiva intemporal e intercultural.

Mais info sobre o projeto aqui.

World Needs YOU.

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De pessoas para pessoas

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A World Needs surgiu numa altura de sobressalto para todos – em pleno surto de COVID-19. Mas foi por ocasião dessa altura que a oportunidade de pensar um projeto, desde Portugal, congregando uma infinita variedade de projetos, agregadores nas mais variadas áreas, se tornou possível.

Foi, praticamente, a junção de conhecimento adquirido ao longo dos anos dos seus fundadores que passou do papel para a prática. E que bom é tornar um sonho realidade.

Uma Organização não-governamental para o desenvolvimento é, por si só, um desafio muito grande: em primeiro lugar, porque deve respeitar, precisamente, a Humanidade nos seus princípios fundamentais; em segundo lugar, porque estamos a desenvolver projetos que são feitos por pessoas para pessoas e, por essa razão, o detalhe e a exigência são pormenores de maior dimensão; e, por último, e não menos importante, colocar amor e alegria em tudo quanto fazemos sem desistir e baixar os braços, torna-se o desafio de todos os desafios.

É por isso que podemos fazer a diferença juntos. Unidos. No esforço. No conhecimento. E na partilha desse conhecimento, em prol do outro, da Humanidade, no geral. Muito como o Rui Madeira e Silva falava nas “bases que estão lançadas para um novo mundo”.

De Portugal, assinalado com um cruz no globo que é a marca da World Needs, saiem movimentos em redor do planeta que terminam num coração, em representação do amor. Esse amor, que se quer espalhado na terra e em toda a parte.

Por essa razão, a World Needs nasce com elementos motivados, capazes e dedicados em querer, de certa forma, ajudar a transformar o nosso mundo. Para melhor. De pessoas para pessoas.

Somos World Needs.

(Adapt)Ação neste tempo de pandemia

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A forma de como passamos a olhar para o nosso dia a dia mudou, precisamente, porque fomos obrigados a fazê-lo. Uns mais cedo, outros mais tarde. Mas fácil se entendeu que acabou por ser unânime a conscientização de cada um de nós de que o COVID-19 veio mudar os nossos hábitos de vida. Talvez, e sem qualquer reserva, em alguns casos, para melhor.

Em pouco tempo ficou implícito, para o bem de todos, que o caminho a seguir teria de passar pelo confinamento à nossa habitação e pela adoção do distanciamento social. Ficamos reduzidos ao estritamente necessário, fazendo com que todos (ou a grande maioria) se obrigassem a parar. E talvez o mundo, com esta paragem que se sucedeu, acabou por entender o quão fundamental é o valor de um simples abraço ou de um carinho junto de quem nos é próximo. E que a pressa, muitas vezes, num corre-corre diário, nos afasta daquilo que é mais importante na nossa vida.

O contacto que era de fácil acesso deixou de o ser. Tornou-se digital. Deixou de ser palpável. Tivemos de nos adaptar às condições de um novo quotidiano que, entre a manhã e a noite, na sombra do mesmo tema, repetidamente, se ecoou. Ficamos preocupados e sensibilizados. Porque se trata do nosso povo e porque falamos do direito à vida que deve ser garantido a toda a humanidade. E não há dinheiro algum que pague a vida de um ser humano.

De entre os dados que nos chegam das entidades oficiais, surgem também sinais de esperança de heróis que, incansavelmente, nas várias frentes de batalha, dedicam o seu tempo para proteger, recuperar e salvar pessoas.

São eles agentes do setor alimentar, dos transportes, bombeiros, INEM, forças de segurança, auxiliares e técnicos das IPSS’s, profissionais de saúde, entre todos aqueles que diariamente trabalham para que não falte nada às famílias e para que tudo seja feito para ultrapassar as dificuldades de quem mais precisa. E aqui cabem todos, sem exceção.

Obrigado.