Dia das Boas Ações

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No âmbito da comemoração do Dia das Boas Ações, neste mês de abril, a World Needs decidiu abraçar a iniciativa e desenvolver uma boa ação: enviar cartões de agradecimento aos profissionais de saúde. Esta ação foi desenvolvida com o apoio de professores e alunos de algumas escolas que, sensibilizadas com esta ideia, se juntaram à World Needs para levar a cabo tal tarefa. Concretizaram, assim, várias dezenas de cartões destinados a utentes que se encontram em internamento.

Uma das escolas participantes foi a Escola Visconde de Salreu – Agrupamento de Escolas de Estarreja. Os cartões criados pelas crianças desta escola foram reencaminhados para o IPO do Porto que, mal receberam as várias mensagens, decidiram criar um mural para que todos os seus utentes pudessem ver, ler e sentir o carinho e alento que as crianças quiseram transmitir.

Com esta iniciativa a World Needs pretendeu, não só demonstrar o seu apreço pelo esforço de todos os profissionais de saúde, como também criar alguma consciência cívica das crianças nas escolas. Tornou-se possível sensibilizar estes alunos para a existência de outras crianças ou adultos que, pelas circunstâncias do seu dia a dia, se encontram em situações mais vulneráveis.

O feedback recebido por parte dos professores que realizaram esta atividade foi bastante positivo, uma vez que consideraram ser de extrema importância sensibilizar os seus alunos para o cuidado a ter para com o outro.

A World Needs considera que esta atividade foi uma mais valia para o enriquecimento pessoal de toda a equipa mas, também, das crianças que participaram nesta boa ação.

Deixamos o nosso agradecimento a todos os envolvidos, nomeadamente, à Escola Visconde de Salreu- Agrupamento de Escolas de Estarreja e  à Escola Conde Dias Garcia.

Este agradecimento é também extensível a todos os profissionais de saúde que continuam a dar o máximo de si para garantirem os cuidados de saúde das respetivas populações.   

A todos, o nosso muito obrigado!

Esta é a verdadeira história da minha vida e de todas nós!

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Hoje estamos aqui para vos falar sobre a violência contra as mulheres, aquela a que estamos todas destinadas desde o berço. Seja ela física, psicológica, financeira e até, atentem, cultural. Esta é a verdadeira história da minha vida e de todas nós!

Anualmente morrem às mãos dos seus maridos, pais ou até filhos, dezenas de mulheres em Portugal e quantos milhares não serão pelo mundo? Há a necessidade de fazer este ciclo parar, temos que educar os nossos filhos, netos e todas as gerações futuras para que as mulheres sejam respeitadas como iguais, sim iguais, não como um ser superior, nem inferior. 

Temos as nossas diferenças biológicas em relação ao sexo oposto, mas isso fará de nós pessoas com menos direitos? 

Desde o dia 11 de novembro que os salários pagos a uma mulher não representam absolutamente nada, porque o homem continuam a receber substancialmente mais. Serão as mulheres menos capazes de exercer as mesmas funções? Então porque deverá a desigualdade salarial ser tão grande e porque é que ainda não conseguimos fazer frente a este problema e resolvê-lo? Bem, a resposta é simples, porque não interessa que as mulheres consigam alcançar os mesmos órgãos de poder que os homens. 

Apesar de não termos direito ao nosso salário igualitário, temos direito a ser agredidas? 

Diariamente, na vida de uma qualquer mulher ela é vítima, seja por um piropo, um toque, um insulto, o controlo que veste, onde gasta o seu dinheiro ou até quando chega a casa, de um dia de trabalho e tem que fazer as tarefas domésticas porque é esse o papel da mulher, estes são meros exemplos dos mais variados tipos de violência que existem. Não é difícil perceber os restantes quando até ao dia 15 de novembro se contabilizaram 49 tentativas de femicídio, das quais 30 resultaram na morte das mulheres.

Quero que esta mensagem seja de esperança e por isso vos digo:

Tenho esperança que um dia, todas nós deixemos de receber o nosso salário só até novembro e que passe a ser até ao último dia do ano. 

De um dia, sair à rua sozinha sem ter de pensar no que estou a vestir, sem ter medo de ser violada.

Poder ir a uma discoteca e pagar o mesmo que um homem e não pagar menos por funcionar como isco para os atrair.

Quero um dia e no seguinte também, acordar e ler um jornal sem ter que ver que mais uma mulher foi morta. 

A mudança tem que começar já, dentro de cada um/a de nós. Para isso, não podemos desistir e não nos podemos esquecer que temos de lutar pelos nossos direitos, pelos das que morreram e por todas aquelas que ainda estão por nascer.